"Se você não consegue entender o meu silêncio de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos." Oscar Wilde Verba volant, scripta manent.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Por enquanto...
Sou aquela que tem saudade...
Saudade de ti, de mim, de nós, de estar a sós, de voltar a ser só.
Saudade do amor, da amizade e das cores que um dia teve a felicidade...
Sou aquela que é tudo e nada. Sozinha, perdida, a espera de alguém...
A espera de um carinho, um amigo, um caminho, a eternidade...
Sou aquela que espera pela tempestade...
Que houve teu chamado a distância, sente teu medo, atende tuas súplicas, chora tuas angústias...
Te chama, te sente, te vê, mesmo tu não estando aqui, insanidade...
Sou a estrela apagada no teu céu...
A virgem despida, face triste, sem véu...
Sou uma voz presa em tua garganta, um gemido contido em teu corpo, o doce/amargo em tua boca.
Sou tudo em teu nada, mel e fel...
Sou a dor que teu corpo sente, o frio que faz tua pele arrepiar, a mão que te acaricia enquanto dormes, a ânsia que descompassa teu coração, a súplica que fazes ao lavantar...
Doce despertar...
Sou teu guia, tua bússola a cada novo caminhar...
Sou o sonho que te desperta e a força que te mantém seguro, te leva ao longe e te faz voar...
Sou tua, por enquanto tua, por hoje tua, amanhã tua, sempre tua, eternamente tua...
Tua enquanto eu te amar...
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