sábado, 29 de outubro de 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

É só poesia.







Não chore, é só poesia.
Não se apaixone porque eu não te pertenceria.
Não voltes, porque eu partiria.
Não diga que se importa, que sente falta, que se arrependeu...
Eu não sou mais a mesma, não sou frágil, deixei de ser engênua...
Não me digas nada porque eu não acreditaria.


Não me procure pra ti mudei de endereço, de nome, de caixa postal, cidade e telefone.
Não bata à porta, porque pra ti eu sou surda, pra ti não estou.
Pra ti não sou alguém. Sou nada! Não sou amiga, nem amante, nem musa, nem namorada.
Pra ti não tenho rosto, nem voz, nem cheiro, apenas vago à noite em teus sonhos, sussurrando em teu ouvindo sinais que despertam teu corpo. Pra ti não tenho corpo, nem coração, sou alma penada!


Cuidado! Não se encante por minhas palavras elas não te dizem nada!
Sou nada pra ti. Sou nenhuma, aquela que foi descartada.
Aquela que não existe, que não se sabe de onde vem nem pra onde vai.
Aquela que não te espera mais em casa, que diz adeus, parte, sai...


Sou aquela de quem terá saudade... Aquela que não tem mais piedade.
Aquela que emudeceu.
Que gravou com sangue seus versos em teu corpo. Aquela de quem lembrarás o cheiro, o toque, o gosto.
Aquela que tu não mereceu.


Sou aquela que a música não mais alcança. Minha alma ao teu som não mais dança...
Sou aquela que se perdeu.
Aquela que te apagou dos livros, das partituras, das rimas, do coração, do corpo e da alma.
Aquela que agora tem calma.
Aquela que tem tudo o que te falta.
Aquela que é tudo dentro do teu nada.


Aquela que na poesia encontra-se a chave e os segredos da alma...
Aquela sem lar, sem amarras, sem nau.
Aquela que é livre.
Livre de ti.


Não chore não porque o teu choro não me compadeceria...
Não chore não porque é só poesia.

domingo, 23 de outubro de 2011

Adeus







Algumas coisas deixo partir para não mais voltar.
Eu fico. Eu só preciso de mim para me reencontrar.

Adeus as meias palavras, aos meios amigos e aos meios amores.
As meias verdades, as meias vontades, as meias saudades...
Não leve nenhuma parte de mim contigo, pois não permito.
Partas sozinho, sem nada dizeres pois já me cansei de tuas meias palavras,
Vás devagarzinho, à tua maneira.
Eu fico. Eu só preciso de mim para me sentir inteira.