quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Soneto de Mentira





Eu deixei a porta da frente entre aberta
Na última esperança insana de te ver voltar
Mas, de dentro de casa, avisto a rua deserta
E só ouço o som de teus passos a se distanciar

Eu deixei as luzes acessas noite após noite
Em tentativas desesperadas para não dormir
Para que a solidão não fosse do coração acoite
E se voltasse me visse a tua espera, ainda a sorrir

Eu deixei teu travesseiro ao meu lado na cama
E, todas as noites, arrumo a mesa e te sirvo o jantar
Vivo a repetir, a mim mesma, o quanto ainda me ama
Que é só uma crise! E que, logo-logo, você vai voltar

Mas as horas passam e do dia se faz mais uma noite
Mostrando, a mim mesma, que só estou a me iludir
Que não posso mais ficar acordada fazendo pernoite
Se você já desistiu de mim eu mesma não posso desistir




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